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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Contos- um em cada canto com seus encantos!

   Quem nunca leu um conto que atire a primeira pedra. Se o fizer, lhe entrego um livro de contos! ;)

   Dificilmente haverá um leitor que não tenha se apaixonado por um conto. Encantadores, de leitura e entendimento fácil, os contos conquistam pelo seu tamanho, personagens e claro pela bela história. Mas o que faz uma história ser um conto?


   O conto é uma obra de ficção, onde seu universo, personagens e seus acontecimentos são fictícios, imaginários, fantasiados. Sendo um texto de ficção, o conto apresenta narrador, personagens, ponto de vista e enredo.

   Classicamente falando, o conto é definido pelo seu tamanho, sendo menor que uma novela, e por ter uma estrutura fechada, ou seja, é um texto que gira sobre um único clímax (um objetivo, um acontecimento), sem tramas secundárias e sendo conciso, direto ao ponto.

   Embora sua característica seja um texto curto, isso não impede que um conto tenha conteúdo, trama, e uma leitura profunda. Sua extensão varia muito, assim como seus temas e tramas. O que mostra sua flexibilidade com gênero literário, fazendo-o aproximar muito da poesia e da crônica.
Um conto é uma narrativa curta. Não faz rodeios: vai direto ao assunto.
No conto tudo importa: cada palavra é uma pista. Em uma descrição, informações valiosas; cada adjetivo é insubstituível; cada vírgula, cada ponto, cada espaço - tudo está cheio de significado. [...]
(André Fiorussi, In: Antônio de Alcântara Machado et alii. De conto em conto. São Paulo; Ática, 2003. p. 103)
    O conto é uma história propriamente dita, onde todos os fatos seguem uma sequência lógica, seguindo apenas uma linha de tempo, ou seja, um texto coerente onde, mesmo sendo um texto fantástico, ses acontecimentos são lógicos e verossímeis diante do contexto.

  Para finalizar, tudo o que é descrito no decorrer do conto, leva ao seu desfecho, onde toda a trama chega coerentemente ao fim.

   Indicação pessoal: Sempre tenha um livro de contos, são ótimos para intercalar livros de histórias complexas; ótimos para se ler enquanto espera algo; ótimos para ler.

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Obras Clássicas - Começando a leitura

   Agora que sabemos o que são os livros clássicos, como será que podemos lê-los sem achar que estamos vendo um 'bicho de sete cabeças'?

   Para nos ajudar nessa jornada fascinante, a revista ÉPOCA pediu a cinco estudiosos de literatura uma lista capaz de acender a luz do prazer da leitura para adultos que gostariam de melhorar sua formação. Com ela foi feito um infográfico, que está dividido em três partes: uma básica, com obras que podem inserir o leitor num tipo de texto clássico, mas bastante acessível; outra um pouco mais complexa; e uma de livros considerados desafiadores.

   Os 30 títulos citados na lista não são de leitura obrigatória, mas isso não quer dizer que sejam dispensáveis. São apenas indicações para aqueles que desejam integrar no mundo da literatura clássica, dentre inúmeras obras existentes.







Agora é só aproveitar as indicações. Boa leitura!

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Literatura Clássica - Que bicho é isso?

   Quem nunca se deparou com a denominação “Literatura Clássica” e pensou ser um livro longo com mais de 700 páginas, de folhas grandes e letras miúdas, repleto de palavras difíceis de entender?
   Pois é, muitos acham que os clássicos são livros monstros, de leitura chata e maçante, que só falam de coisas do passado. Mas na verdade não é bem isso.


   Os chamados livros da literatura clássica nada mais são que obras feitas em determinada época (desde meados do século XVI (dezesseis) até finais do século XVIII (dezoito), na Europa) e que seguem os cânones ocidentais (parâmetros gramaticais, modelos literários), embora nem todos sigam a mesma linha de parâmetros. Basicamente falando, os clássicos são obras que apesar de abordar problemas e questões políticas, culturais e sociais de sua época, sua leitura no tempo atual continua tendo o mesmo significado, pois os mesmos problemas e questões podem ser abordados ainda nos tempos de hoje, sendo assim, livros atemporais.
   Por isso que as obras clássicas são tão requisitadas em estudos escolares, bem como em vestibulares e trabalhos acadêmicos, pois seus temas não se tornam obsoletos ou antiquados, mas reforçam o pensamento e a formação de opinião sobre temas socioculturais da atualidade.
   Além da literatura clássica, temos também a literatura universal (e não me refiro aos jornais e publicações da igreja Universal). Mas afinal qual a diferença?

   Segundo o músico e compositor Renato Rocha, "Clássica é a obra que tem dimensão universal: consegue atravessar gerações, fronteiras e nacionalidades, sem perder as suas características."

   Embora estes termos sejam meio subjetivos, a diferença consiste no ponto em que uma literatura pode ser universal sem ser clássica, ou pode ser clássica e universal, pois a diferença se encontra em apenas um ponto.
   Denomina-se literatura universal toda obra que tenha um significado literário único, mesmo em outros países e que possua uma grafia clássica (sem palavras e expressões chulas ou populares).
   É claro que, se for analisar profundamente, existem outras nuances a serem analisadas para que uma obra se torne clássica ou universal, mas o princípio é este.
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